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Dores de mãe

Milhares de mães juntaram suas lágrimas às lágrimas de Ana Carolina Oliveira: A mãe da pequena Isabela Nardoni que foi morta jogada do Sexto andar do Edifício London.
Somos mães e sabemos: A mãe sente dores desde o momento em que o seu filho vai nascer. Uma dor que transforma-se em alegria ao ouvir o choro e ver o rostinho do filho. As noites mal dormidas, mãos ressecadas de lavar fraldas, bico do peito dolorido, não são nada a comparar-se com o prazer de embalar o filho no colo.
Eu já passei por isso, já sentí, já chorei de dor e emoção. Sei contar dessa dor e alegria. Já fiz coro a milhares e milhares de mulheres que alegremente cumprem a sina de "ser Mãe".
E quanto a Ana Carolina Oliveira? Sei que era um dia qualquer para aquela mãe que sofreu como qualquer outra mãe para dar a luz, cuidar, acompanhar passo a passo a sua filhinha. 
Os dentinhos de leite eram escovadinhos diariamente, os lindos cabelos penteados e bem cuidados, as unhas limpas e cortadas. As roupinhas: um mimo!
Era um dia qualquer para Ana Carolina, que com certeza, estava longe, porém bem perto da Isabela pelos elos de amor que as unia.
Era uma noite qualquer, a não ser pela voz que ouviu pelo celular gritando aos seus ouvidos que algo de muito grave tinha acontecido.
Naquele momento tudo mudou: O senso de urgência fez aquela mãe correr desesperada para junto da sua filha a fim de acalentar, cuidar, aquecer, dar um pouco de amor, de vida.
Correu, correu... Tentou traçar o caminho até chegar onde achava que ela estava na companhia do pai , no sexto andar do prédio.
Mas antes de subir, viu a sua filhinha caída na grama. Ajoelhouou-se à sua frente e sentiu o seu coraçãozinho bater. Estava batendo tão rápido!
Com certeza, sentiu a dor que ela estava sentindo e desejou estar em seu lugar, pois as mães não querem que os filhos sofram.
Que agonia daquela mãe! A dor dilacerava-lhe o peito. A mesma dor que Maria mãe de Jesus sentiu ao ver a vida do seu filho esvaindo-se lentamente.
A sirene da ambulãncia tocou. O Socorro chegou, mas, não foi suficiente para salvar o corpinho que machucado, asfixiado, ferido não resistiu.
Eu não sei como é essa dor e mesmo que eu tentasse não a descreveria. Ela é tão forte como a própria morte: A dor de ver o coração de um filho parar de bater.
Asfixiaram Isabela, cortaram-lhe o ar, fizeram o seu coraçãozinho jovem parar. Fizeram o coração de uma mãe sentir dores indizíveis.
Ana Carolina Oliveira, pedir para que você se console, é pedir muito. Porém, oferecer os nossos ombros nós podemos. Choramos com você desde o momento que sua filhinha se foi, continuamos acompanhando e sentindo a sua tristeza entremeada de recordações. Estivemos sempre ao seu lado numa companhia silenciosa e fiel. Você não nos vê, mas estamos aqui. Somos as mães desse Brasil que sente o que só "uma mãe pode sentir".
O sorriso límpido e cristalino da Isabela, mostra pra todas nós, uma criança linda, feliz, bem cuidada e amada. Guardemos esse sorriso, essa felicidade pra sempre.
Você faz parte do time ganhador. Nesses cinco anos de convívio fez muitos gols de alegria em uma convivência linda com a sua filha. Guarde bem no fundo do seu coração esses belos momentos.
Ao contrário, os que fizeram essa maldade, saíram perdendo e ainda terão que levar para o resto da vida o "cartão vermelho" do sangue inocente em suas mãos. 
Desejo sinceramente que Cristo console o seu coração de mãe.Ele entende os nossos sentimentos e certa vez até chorou quando o seu amígo Lázaro morreu. Ele Falou para as irmãs aflitas do Rapaz:"Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá". (Bíblia Sagrada João 11.25)  A sua filhinha está em um lugar lindo e está muito bem. E você querída, esteja em paz também.
Oro para  que Jesus faça reviver em sua vida os sonhos perdidos, as perspectivas mortas.E que as esperanças sejam renovadas a cada dia traduzidas no lindo sorriso da sua filha Isabela.

Imagens: Google Images