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Bendita pancada!



No dia 27 de Abril de 2010 por volta das 16h: 10min estando eu em sala de aula. Sala da 7ª V2 da Escola xxxxxxxxxx no Bairro xxxxxxx, no Estado de xxxxxx fui atingida por uma lata de KUAT ZERO com líquido em seu interior que foi arremessada do corredor da Escola por um aluno ou aluna não identificado (a) atingindo a minha testa, acima do olho direito, na altura da raiz dos cabelos. Senti fortemente a pancada e calculo ter sido arremessada de uma distância de aproximadamente uns 3 metros. E por um xxxxxxxxxxx, pois essas são as salas vizinhas a que eu encontrava-me dando aula naquele exato momento. Pela força com que o objeto atingiu a minha cabeça pensei ter sido uma pedra, mas logo percebi que o líquido molhara o meu braço e atingira também uma aluna que se encontrava próximo à mesa do professor. Ainda tonta pela pancada abaixei-me e peguei a lata no chão. Logo em seguida levei à mão a testa e percebi que estava ferida e sangrando. Desci as escadas, e imediatamente fui ao banheiro. Estava com medo e tremendo. (...)

Assim inicia uma Carta de cinco páginas, endereçadas a Secretaria de Educação de meu estado. Ou seja ao meu orgão de lotação. Com esta carta consegui o que mais queria: a minha remoção para um outro ambiente de trabalho. por alguns motivos que não vem ao caso mencionar aqui.
O certo é que estava insatisfeita e orava constantemente para o Senhor me tirar de lá e levar-me para um outro local. E assim foi. O engraçado é como se deu o fato que motivou a minha remoção. Nesse dia 27 de Abril eu chegava ao meu ambiente de trabalho completamente desmotivada, cansada e triste. Não encontrava um ambiente para desenvolver o meu trabalho em paz. E orei ao Senhor:" Senhor, causa uma revolução! Não quero ficar aqui". Os dias eram penosos e longos. Não sentía-me acolhida. Estava só. Por algum motivo, sentia medo. Estava desesperada. Procurava não demonstrar, mas ao chegar em casa, mal dormia a noite. Então orei. Ainda andando rumo ao meu local de trabalho, sob um sol escaldante, deparei-me com a profundidade da minha oração. Mas já era tarde, já tinha orado e o Senhor já ouvira. O anjo já tinha anotado o meu pedido. Eu sentí isso. Cheguei lá. Iniciei o meu trabalho e às 16:10 levei a porrada na cabeça! Olha aí a revolução que pedira a Deus! (Lembrei-me disso depois). O certo é que por medo, não fiquei mais lá. A minha remoção saiu por conta desse ocorrido. Sentí dores, chorei, penei em médicos e vacinas. Paguei um preço alto, mas, hoje estou tranquila trabalhando em meio a canto de pássaros, uivos de micos saguins,um vasto arvoredo. Um vento que balança as folha das árvores e embala os meus sonhos de professora. Deus é fiel!
Outro dia estava conversando com Claudinha no ponto de ônibus e demos umas belas gargalhadas juntas ao meditar como Deus ouvira a minha oração e fizara tudo acontecer.
Mas a você advirto: "Cuidado com as suas orações", só peça quando tiver certeza!! 

Foto tirada por meu celular. Galo na testa. Passei alguns dias sem poder apoiar a testa no travesseiro. Estava muito dolorida. No Pronto Socorro "Irmã Dulce" o enfermeiro espalhou o sangue do Galo e quando eu gritava ele falava: - Guenta! Guenta!